Grandes Relatos

11 de Setembro

Daí ontem, eu comentando com a minha turma de pré / adolescentes:

– Bah, 11 de Setembro… Lembro direitinho do lugar que eu tava quando recebi a notícia das torres gêmeas… Vocês lembram?
– Eu tava na barriga da minha mãe, profe.
– E eu nem pensava em nascer ainda.

Valeu pessoal.

Grandes Relatos

Tal como Velha.

Levei a turma da terceira idade para um passeio na serra.
Após almoçarmos um maravilhoso café colonial, desci a pequena encosta, onde o restaurante se encontrava, para pedir ao motorista que subisse com o ônibus para buscar as senhoras.
Assim que terminei de falar com ele e voltaria a subir tudo de novo, avisto todas minhas alunas descendo calmamente a encosta com paralelepípedos irregulares.
Subi rápido:
– Meninas! Eu pedi para o ônibus subir para ficar mais fácil pra vocês!
– Ah tá né, nos matou o ano inteiro na aula, agora quer nos chamar de velha?!

Grandes Relatos

Baratinha atrevida

Voltando de uma festa recebo uma mensagem do meu irmão:

Maninha amada, se fu***. Tinha uma barata na tua escova de dentes. Tentei matá-la exaustivamente. Ela fugiu porém selei o banheiro com panos porque eu tinha que sair.

Chego em casa, soluciono o caso e respondo:

Pois veja só que atrevimento da baratinha, ela estava bem em cima da pia quando cheguei. Lamentavelmente (para ela) ela veio a falecer esmagada por um pé de Havaianas. As legítimas.

Grandes Relatos

Abençoada

Post atrasado, mas vale a boa intenção:

Cheguei na rodoviária e sentei do lado de uma senhora de aparência humilde.
Alguns minutos depois o ônibus dela chegou e enquanto ela se levantava e pegava as bagagens, achei que me olhava como se quisesse me dizer alguma coisa.
Aí ela deu dois passos em direção ao ônibus, parou, virou pra mim e disse:
– Tchau, fica com Deus.

Grandes Relatos

Tele-Entrega

Bateu a vontade de comer algo quentinho e da rua. Nesse frio é ruim ter que sair pra buscar comida, então a tele-entrega me pareceu uma boa opção.
Aí entrei no site e olhei o número. Liguei.
– Se você deseja fazer um pedido tecle 2, se deseja informações sobre a tele-entrega tecle 3, se você…
[2]
– Digite o seu CEP
[xxxxx-xxx]
– Aguarde um instante…
[Musiquinha infernal]
– Tele-entrega, boa noite.
– Boa noite, eu gostaria de fazer um pedido.
– Qual o seu estado?
– (???) RS
– Qual a cidade?
– [Resposta]
– Qual seu CEP?
– (Eu já não tinha digitado ele???) [Resposta]
– Você já tem cadastro?
– Não.
– Se importaria em fazê-lo?
– (Tenho outra opção? Qualquer coisa pra não sair nesse frio) Não, tudo bem.
– Qual seu nome completo?
– [Resposta]
– Me confirma seu endereço. É Rua…
– Isso mesmo.
– Qual o número?
– [Resposta]
– Qual seu CPF?
– (Hein?!) [Resposta]
– Então seu endereço correto é Rua…
– Isso, isso mesmo.
– Hm, a unidade que faz entregas para a sua região faz entregas só até as 21h e agora são 22h30.
– Ah, brincou.
– Não, pois é.
– Hunf.
– Mas pelo menos seu cadastro já está feito!!!

Fim da ligação.

[Raiva]

– Ô manooooooooooooo, sai comigo ali pra buscar comida???

Grandes Relatos

Paquita

Mariana*, 13 anos, me dizendo porque não tinha vindo na minha aula logo mais cedo:

– É que teve apresentação da gincana e eu fui Paquita.
Aí eu ouço outras duas alunas da mesma idade se questionando dentro do vestiário.
– Paquita??
Acreditem, foi maior que eu:
– Gurias, por favor, me digam que vocês sabem o que é uma Paquita.
– Não…
Aí se não bastasse aquele pequeno momento que eu senti os anos que se passaram, a Mariana se atravessa no meio e diz:
– Ãããi, claro que vocês sabem, Paquita era tipo as Pampacats da Xuxa!!!

Deixo os comentários pra vocês.

* Nome fictício

Pequenas Palavras

Na barriga da minha babá.

Idade média das alunas: 5 anos

– Ô Pro!! A Joana* me chutou!!!
– Ééééé mas foi sem querer!!!
– Mas tu tem que pedir desculpa, né?? [ela me olha esperando uma confirmação]
Então eu digo:
– É Amanda*, Joana pede desculpa.
– Mas foi sem quereeeeeer!!!
– Ela já sabe, mas maxucou ela então tem que pedir desculpa igual.
Aí a Amanda se atravessa e diz:
– Sabe profe, o nenê da minha babá chutou ela quando ele tava na barriga. Ela me mostrou. Ela me disse que foi sem querer, que ele não queria maxucar ela, mas ele pediu desculpa mesmo assim.

Pequenas Palavras

Perto da minha casa.

Eu com minha turma de 5 a 6 anos:

– Então hoje a pergunta é: Onde vocês moram? Quem sabe me dizer?
– Eu moro ali ó Pro, do outro lado da rua!
– É!!! A Luciana* mora do outro lado da rua! Beeeem pertinho, né Pro?!
– Eu moro beeeem longe, mas não é em Viamão, é em Porto Alegre mesmo.
– Eu moro… Hmmm acho que é aqui perto. Mas não muito. Mas eu não moro longe.
– Eu moro na Ipiranga.
– Eu moro do lado da funerária.

Pequenas Palavras

Aula II da semana

(Eu e as alunas de 2 a 4 anos)

– Então agora vamos fazer uma brincadeira que vocês só podem me responder SIM ou NÃO, entenderam??

[Poucas cabeças balançam.]

– Ih… Vocês entenderam?? Sim ou Não??
– Siiiiim!!!!
– Tá… Então eu quero saber se vocês sabem fazer ponta de pé.
– Siiiiim!!
– E pode bagunçar na aula de ballet???
– Nãooooo!!!!
– Vocês querem fazer a dança da princesa?
– Siiiiim!!!!
– Vocês vão se comportar??
– Siiiiim!!!!
– Tá, então vamos levantar… Maria*, aqui na roda!
E só ela responde:
– Nãooooo!!!!

Que ótima ideia a minha…

* Nome fictício

Pequenas Palavras

Momentos de pequena sabedoria.

Com uma aluna de 4 anos:
– Profe, tu é mãe??
– Não.
– Tu é casada?
– Não.
– Ahhhhh mas então tu tem que arranjar um namorado!
– Mas eu tenho um namorado.
– E por que tu não casa com ele??
– Porque ele não me pediu em casamento.
– Ahhhhhh mas então tu que tem que pedir pra ele.
– Tu acha?!
– Claro!! Ele vai adorar porque ele te ama, né?!
(Crianças… Hehehe)

Aluno: Ô Pro, porque a gente precisa repetir toooooda dança sempre desde o início?
Eu: Pra quando formos apresentar estar beeeeem bom.
Aluno: Ahhhh… Entendi…
Eu: Tu já te apresentou alguma vez?
Aluno: Não, nunca em TOOOODA minha vida!!!
(Conversa com o aluno de 6 anos)