Sobre Todo Resto

Lo que se da no se quita.

Juro.
Dancei mais em Buenos Aires que em Joiville. Adianta tentar convercer? Não.
Aula de manhã, sapateia, sapateia, sapateia, funde a massa cinzenta tentando não trocar uma chacarera com o gato ou com o escondido – de tarde, jazz, apanha da aula que disseram ser intermediário mas além de ser avançada é daquele estilo que teu corpo não está acostumado, algo como Broadway (e se me permitissem gestos, estaria fazendo duas mãos bem espalmadas) – de noite, tango, coloca a sandália, finge que dançar com ela é a coisa mais fácil desse mundo e que o fato de dançar com um suiço ou com um italiano é quase irrelevante (exceto pelo fato dos italianos não tomarem banho. Pausa dramática.)
E entre uma aula e outra? Dormir no hotel?? Eu não pago uma viagem pra ficar dormindo… Caminito, Recoleta, Florida, casas de shows de tango, jardim japonês, Puerto Madero e até zoológico.

 

Aí minha mãe me liga no sábado:
– E aí, o que vão fazer amanhã?
– Ah, de tarde tem aula de tango, [interrupção]
– Ahhhhh é??? Aula no domingo???

Percebam o tom irônico da minha própria mãe. Minha própria mãe.
Em média 300 fotos. Preciso dizer que o maior volume não foi das caras destruídas pré / durante / pós aulas? Vai fazer esse povo entender…
Achei que na minha semana de volta eu descansaria. Estou dançando das 10h30 às 17h. Amanhã, ensaio às 8h.
Não sei porque eu ainda me surpreendo.